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Satisfeito com semana de treinos, Oliveira aposta em mais equilíbrio


Marcelo Oliveira, treino do Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Flickr Vasco)
Há oito dias no comando do Vasco, o técnico Marcelo Oliveira comemorou o fato de não haver jogos no meio de semana para poder treinar mais e poder conhecer melhor o elenco cruz-maltino. Ele espera que o time mostre mais equilíbrio já a partir deste domingo, quando enfrenta a Ponte Preta, às 16h (de Brasília), em Campinas.

Uma das preocupações de Marcelo Oliveira foi trabalhar a recomposição da equipe quando perde a bola, que parece não ter deixado o treinador satisfeito no jogo contra o Cruzeiro, na última rodada.
- Fizemos alguns treinamentos que não tínhamos feito, a esperança é de termos um time mais equilibrado. Nós trabalhamos a recomposição mais rápida depois de uma jogada de ataque e também a saída de trás. Exercitamos nosso poder de finalização. Treino é ensaio para o jogo.
Se durante o jogo o comandante vascaíno já mostrou ter um comportamento sereno, nos treinamentos ele é bastante ativo. Conversa bastante e para as jogadas para orientar o posicionamento.
- Falo bem mais no treino. No jogo não sou de gritar muito. Quando faço isso acho que não tenho a leitura correta.
Nesta sexta-feira, o técnico tirou o dia para treinar exaustivamente as bolas paradas, jogada que considera fundamental no futebol atual. Marcelo Oliveira aposta que Juninho - que foi poupado do treino no campo - pode ser decisivo.
Alecsandro treino Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Flickr Vasco)Time treinou bastante as bolas paradas nesta
sexta-feira (Foto: Marcelo Sadio / Flickr Vasco)
- É preciso treinar bastante para automatizar no jogo, tanto nas bolas ofensivas quanto defensivas. No Cruzeiro campeão da tríplice coroa de 2003, o Alex ou fazia o gol direto ou colocava na cabeça do Cris ou de outro bom cabeceador. Ter um batedor como o Juninho e um cabeceador como o Dedé é uma vantagem grande, mas temos que ter outras variantes de jogo.
Quem teve menos tempo para conhecer de perto o trabalho de Marcelo Oliveira foi Dedé, que esteve com a seleção brasileira. Ele acredita que os jogadores aos poucos vão estar totalmente adaptados ao trabalho do novo comandante.
- Não tive tempo ainda para trabalhar com ele. Conversamos, já sabemos um pouco do jeito dele, parece ser calmo. Vamos nos adaptando aos poucos.
O Vasco é o quarto colocado do Campeonato Brasileiro com 43 pontos.
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Com água cortada, Vasco faz reunião e promete se posicionar nesta quarta


Caminhão Pipa em São Januário Vasco (Foto: André Casado / Globoesporte.com)
Não bastassem os problemas no futebol, dentro e fora de campo, o Vasco convive desde o fim da semana passada com uma situação delicada em São Januário. A água foi cortada por conta de uma dívida com a Cedae, empresa responsável pela distribuição no Rio de Janeiro, que passa de R$ 1,3 milhões, segundo publicou o jornal Extra. A diretoria não confirma os valores e promete debater o caso em reunião geral nesta terça-feira para se posicionar de forma oficial na manhã de quarta. Por ora, contesta um suposto aumento indevido nas contas, o que motivou a entrada com um mandado de segurança na Justiça para a reativação imediata do serviço.
Mesmo que ganhe a causa, porém, o clube provavelmente terá de manter o reabastecimento via caminhão-pipa pelo menos até o fim da semana. Quatro vezes por dia, o transporte tem visitado o estádio para garantir os 60 mil litros de consumo diário. No fim da tarde desta terça, por volta das 17h20m, a chegada do veículo a São Januário, atrás de um dos gols, gerou movimentação entre os jornalistas. Funcionários da empresa responsável pelo caminhão ainda tentaram evitar que o veículo fosse fotografado, colocando cavaletes no caminho entre a arquibancada e o local onde o automóvel estacionara.
Ainda assim, durante o treino na Colina, após a folga geral de segunda, o funcionamento de alguns banheiros é irregular. Nas lanchonetes, há a determinação para economizar e, por isso, galões de água mineral estão espalhados. O Vasco alega que fez contato em busca de um acerto, mas a companhia tem versão oposta. Além disso, informa que avisou da possibilidade de corte 30 dias antes de agir.
No encontro entre os cartolas em questão, o presidente Roberto Dinamite tenta a reaproximação de setores dissidentes, que, a exemplo da pasta da vice-presidência de futebol, da qual José Hamilton Mandarino saiu, estão muito insatisfeitos com o rumo de algumas decisões unilaterais assumidas pelo mandatário. Nelson Rocha, vice de finanças, é mais um que pode sair, depois da reprovação das contas de 2011 pelo Conselho Fiscal, que causaram ruído interno. Como também é vice-presidente geral, ele não deve se desligar inteiramente do clube.


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Marcelo Oliveira faz planos para semana de treinos e projeta melhora


Marcelo Oliveira, Cruzeiro x Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br)
O técnico Marcelo Oliveira chegou ao Vasco na última quinta-feira e teve muito pouco tempo para preparar o time para sua estreia, o empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, domingo, em Varginha. Agora, ele terá uma semana de treinos para tentar deixar a equipe mais com sua cara.

O treinador pretende recuperar a parte física dos jogadores e dar ênfase na parte tática. Ele acredita que o Vasco terá um desempenho melhor do que contra o Cruzeiro.

- Estamos ajustando, vamos trabalhar coisas que não podíamos por causa da frequência de jogos. Faremos ajustes físicos e táticos, penso que contra a Ponte Preta poderemos apresentar mais. A ideia é vencer e tentar lutar pela primeira colocação.

Domingo, às 16h (de Brasília), contra a Ponte, em Campinas, Marcelo Oliveira não poderá contar com Nilton, suspenso pelo terceiro amarelo. O técnico lamentou a ausência do volante, que fez o gol cruz-maltino contra a Raposa, e disse que punição foi injusta.

- É inevitável em um campeonato longo como esse que a gente não perca jogadores ou por contusão ou por suspensão. Todos perdem. Nilton é um jogador importante, e acho que o cartão que recebeu foi injusto. Um carrinho lateral que pegou só na bola. Acabou nos tirando um jogador importante, mas vamos valorizar nosso elenco. O Vasco vai forte.

Além de Nilton, o time corre o risco de ficar sem Tenório e Douglas. O atacante saiu de campo com dores na coxa esquerda, mas o departamento médico está otimista de que ele não será problema. Já o zagueiro teve um leve estiramento no mesmo local e é dúvida.

O Vasco é o quarto colocado do Brasileiro com 43 pontos.
 
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Festa, apenas depois: Edmundo quer apagar má impressão na despedida

Edmundo no treino do Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco da Gama) 
A torcida que deve encher São Januário quer recordar e viver. Mas o astro quer a vitória. Na última vez que entrou em campo como profissional, Edmundo sofreu com a derrota do Vasco por 2 a 0 para o Vitória, que determinou a queda para a Série B. Por isso, ele encara o amistoso desta quarta-feira, contra o Barcelona de Guaiaquil, como a chance de refazer a última página de sua história e sair de cena deixando, dessa vez, um sorriso no rosto dos torcedores.

- A festa vai ser no final. Durante o jogo é como se fosse para valer. Principalmente porque a ideia é apagar a imagem de 2008 e realmente fechar com chave de ouro: vitória, torcida contente e eu também. Seria frutrante para todos se o Vasco não conseguisse a vitória. Então será preciso jogar com vontade e disposição - disse.


Por mais que diga fazer esforço para não deixar a emoção superar a razão, Edmundo admite que os últimos dias têm sido emotivos. Às 16h desta quarta-feira ele chegará à concentração do Vasco, junto dos demais jogadores, para viver pela última vez a rotina de uma partida. E embora garanta não fazer planos, tem planejado o gol ideal da última partida. Novamente uma maneira de minimizar falhas do passado.

- Se houvesse um pênalti, seria bom. Marquei muitos gols assim, mas perdi alguns importantes e fiquei marcado por esse motivo. Mas circunstâncias do jogo a gente não escolhe. Nós vamos deixar acontecer naturalmente. Espero contar com a ajuda dos companheiros, pois marcar qualquer gol já seria maravilhoso.


A expectativa de Edmundo é deixar o gramado de São Januário durante o segundo tempo, recebendo aplausos da torcida. E antes que a torcida peça, o ex-atacante de 40 anos garante não ter qualquer pretensão de voltar aos gramados. Ele pretende, sim, é sentir ao máximo a sua despedida.

- É realmente apenas para apagar a imagem negativa que ficou, colocar uma imagem positiva na minha cabeça e das pessoas que gostam de mim. Nos últimos dias tem dado ansiedade. Amanhã a ficha vai cair ao chegar aqui, ver o ônibus passando no meio da torcida até chegar a São Januário. Ainda tem muita emoção por vir. Espero me conter enquanto estiver no campo para não deixar a emoção passar por cima da razão.
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Vasco usará nomes de personagens de Chico Anysio na camisa

Camisas do Vasco terão nomes de personagens de Chico Anysio  

A diretoria do Vasco vai prestar uma bela homenagem neste domingo ao humorista Chico Anysio, que morreu na tarde da última sexta-feira, no Rio de Janeiro. Os jogadores entrarão em campo para enfrentar o Resende, às 16h, com nomes de alguns personagens criados pelo vascaíno estampados na camisa. Tavares, Tim Tones, Justo Veríssimo, Nazareno, Bozó serão lembrados.

No lado direito do peito, as camisas levarão o nome "Chico" e os anos de nascimento e morte do humorista. O goleiro Fernando Prass entrará em campo como Roberval Taylor. O lateral Thiago Feltri será Bozó.

Na manhã deste sábado, a assessoria de imprensa do Palmeiras revelou que o clube também faria a mesma homenagem ao humorista, que tinha grande simpatia pelo Verdão. Valdivia vai vestir a camisa 10, que levará o nome de ‘Divino’. Marcos Assunção vai jogar com a 20, que ganhará o nome do famoso personagem ‘Professor Raimundo’.
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Com golaço de Edmundo, Vasco retrô vence rachão antes do Libertad

Edmundo posa com o elenco do Vasco no treino (Foto: Gustavo Rotstein / GLOBOESPORTE.COM)

O torcedor que chegou pela entrada social de São Januário na manhã desta terça-feira e olhou para o campo teve a sensação de entrar num túnel do tempo. Em campo, Edmundo,
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Pré-lista de Mano para Londres tem 52 nomes: R10 dentro, e Kaká fora

ronaldinho gaúcho brasil x bósnia (Foto: AFP) 
O técnico Mano Menezes divulgou nesta quarta-feira a pré-lista de convocados para a Seleção Brasileira Olímpica. Ao todo, o treinador listou 52 nomes que podem estar em Londres: Ronaldinho Gaúcho, que disputou os Jogos em 2000 e 2008, está dentro, enquanto Kaká foi descartado.

Entre os atletas relacionados, há 36 nomes com idade olímpica (nascidos a partir de 1º de janeiro de 1989), como Neymar, Leandro Damião e Paulo Henrique Ganso, e 16 que podem entrar na relação dos três jogadores acima de 23 anos. São eles, além de Ronaldinho: os goleiros Diego Alves (Valencia), Jefferson (Botafogo) e Julio César (Inter de Milão); os laterais Adriano (Barcelona), Daniel Alves (Barcelona) e Marcelo (Real Madrid); os zagueiros David Luiz (Chelsea), Dedé (Vasco), Luisão (Benfica) e Thiago Silva (Milan); os volantes Elias (Sporting) e Fernandinho (Shakhtar); o meia Hernanes (Lazio); e os atacantes Hulk (Porto) e Jonas (Valencia).

Subindo de produção no Real Madrid, Kaká ficou fora e não terá chance de ir a Londres. O atacante Robinho, também em boa fase pelo Milan, foi outro que não entrou na lista. A convocação final (18 nomes) para as Olimpíadas sai no dia 6 de julho, mas em 8 de junho Mano Menezes diminuirá a relação para 35 jogadores.

O torneio de futebol masculino será disputado entre os dias 25 de julho e 11 de agosto em seis sedes: Millennium Stadium (País de Gales), Old Trafford (Manchester), St. James Park (Newcastle), Hampden Park (Glasgow), City of Coventry (Coventry) e Wembley (Londres). Até o momento, há dez classificados (faltam seis): Grã-Bretanha (sede), Coreia do Sul, Gabão, Marrocos, Egito, Brasil, Uruguai, Espanha, Suíça e Bielorrússia. Já o feminino, com 11 das 12 seleções, está quase completo: Grã-Bretanha, Coreia do Norte, Japão, África do Sul, Camarões, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Colômbia, França e Suécia. Resta a vaga da Oceania.

Entre os clubes brasileiros, o Vasco é quem tem mais representantes na pré-lista de Mano: quatro (Dedé, Fagner, Allan e Rômulo). Logo atrás vêm Atlético-MG (Renan Ribeiro, Bernard e André), Internacional (Romário, Oscar e Leandro Damião), São Paulo (Casemiro, Lucas e Willian José) e Santos (Rafael Cabral, Ganso e Neymar).

O Tricolor Paulista, por sua vez, ainda tem dois jogadores emprestados para o exterior: o zagueiro Bruno Uvini (Tottenham) e o atacante Henrique (Granada), ambos campeões mundiais sub-20 com o técnico Ney Franco, na Colômbia. O Porto, com Danilo, Alex Sandro e Hulk, lidera a lista dos estrangeiros.

Confira a lista completa com os 52 jogadores (em negrito os acima de 23 anos):


Goleiros: Diego Alves (Valencia), Gabriel (Cruzeiro), Jefferson (Botafogo), Julio César (Inter de Milão), Neto (Fiorentina), Rafael Cabral (Santos) e Renan Ribeiro (Atlético-MG).

Laterais: Adriano (Barcelona), Alex Sandro (Porto), Daniel Alves (Barcelona), Danilo (Porto), Fágner (Vasco), Gabriel Silva (Novara), Galhardo (Flamengo), Marcelo (Real Madrid) e Rafael (Manchester United).

Zagueiros: Bruno Uvini (Tottenham), David Luiz (Chelsea), Dedé (Vasco), Juan (Inter de Milão), Lucas Mendes (Coritiba), Luisão (Benfica), Marquinhos (Corinthians), Romário (Internacional) e Thiago Silva (Milan).

Volantes: Allan (Vasco), Casemiro (São Paulo), Elias (Sporting), Fernandinho (Shakhtar Donetsk), Fernando (Grêmio), Rômulo (Vasco) e Sandro (Tottenham).

Meias: Bernard (Atlético-MG), Douglas Costa (Shakhtar Donetsk), Dudu (Dínamo de Kiev), Elkeson (Botafogo), Paulo Henrique Ganso (Santos), Giuliano (Dnipro), Hernanes (Lazio), Lucas (São Paulo), Oscar (Internacional) e Philippe Coutinho (Espanyol).

Atacantes: Alexandre Pato (Milan), André (Atlético-MG), Henrique (Granada), Hulk (Porto),Jonas (Valencia), Leandro Damião (Internacional), Neymar (Santos), Ronaldinho Gaúcho(Flamengo), Wellington Nem (Fluminense) e Willian José (São Paulo).
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'DANÇARINO' FRED FAZ DOIS, FLU VENCE O VASCO E LEVA A TAÇA GUANABARA

A dança esquisita de Fred para celebrar gols entrou em ação duas vezes na tarde deste domingo, no Engenhão. O talento de Deco apareceu em outro lance, e a festa do Fluminense ficou completa. O time soube se impor à base de velocidade e frieza, derrubou o Vasco por 3 a 1 e levou a Taça Guanabara. Eduardo Costa fez o gol cruz-maltino.

Além de garantir o título do primeiro turno e a vaga na final do Campeonato Carioca, a vitória tem efeitos importantes no início de ano do Fluminense. Antes pressionado e até ameaçado de demissão, o técnico Abel Braga ganha força. O sistema ofensivo com Deco, Thiago Neves, Wellington Nem e Fred também. O quarteto teve ótima atuação no primeiro tempo e empolgou os torcedores.

Há também o lado das estatísticas. O Tricolor não vencia uma Taça Guanabara desde 1993 - 1 a 0 sobre o Volta Redonda, gol de Ézio. A taça deste domingo é a nona da história do clube. Por fim, o incômodo jejum de 12 clássicos sem vitória (seis empates e seis derrotas) também caiu.



Depois de oito vitórias seguidas no estadual, o Vasco perdeu quando não podia. A atuação confusa do sistema defensivo e a insistência com bolas aéreas no ataque - foram 33 durante a partida - custaram caro. No fim, com Dedé de centroavante, o time ensaiou uma pressão, mas foi em vão.

O Vasco estreia na Taça Rio contra o Bonsucesso, quarta-feira, em São Januário. A partida será às 19h30m. No mesmo dia, às 17h, o campeão Fluminense viaja a Volta Redonda para enfrentar o Resende.


Velocidade de Nem e esperteza de Deco: chaves da vantagem tricolor

O Fluminense iniciou a decisão com toques rápidos e bastante movimentação. Aos 20 segundos, o time reclamou de um impedimento assinalado de Wellington Nem - o jogador aparentemente estava na mesma linha do último defensor. Logo depois, com pouco mais de um minuto, Dedé passou por uma cena rara nos últimos meses. Misturando velocidade com técnica, Nem driblou facilmente o zagueiro vascaíno e entrou na área. Fred apareceu como opção, mas o atacante tricolor preferiu chutar - torto - para fora.




O Vasco demorou a entrar no jogo. Revezando entre a ponta esquerda e a direita, William Barbio inicialmente não conseguiu dar a mobilidade de jogos anteriores. Desta forma, a combinação Juninho e bola parada teve de entrar em ação para assustar o rival. O meia cobrou falta lateral, Nilton subiu livre e cabeceou muito perto da trave esquerda de Diego Cavalieri.

Mas o Fluminense prosseguiu mais perigoso. Thiago Neves deu um chute traiçoeiro, e Fernando Prass salvou quase de manchete. Na chance seguinte, Wellington Nem recebeu de Deco, disputou com Fagner e rolou para Fred. Pressionado por Rodolfo, o capitão tricolor bateu por cima na entrada da pequena área.

Outro impedimento mal marcado chamou a atenção. Desta vez, a reclamação veio dos vascaínos. Alecsandro levantou para Fagner, livre na área, e o auxiliar parou a jogada erradamente.

Barbio melhorou e levou consigo o Vasco. O atacante de 19 anos fez jogada rápida pela ponta esquerda, entrou na área, mas bateu longe da baliza. Aos 33, Alecsandro roubou de Carlinhos na ponta esquerda e rolou para Diego Souza, que entrou na área e chutou com força. A bola tocou na trave direita e voltou.

Quando a torcida do Vasco inflamou, o ligeiro Wellington Nem entrou na área e foi surpreendido por um carrinho de Fagner. Pênalti. Fred cobrou alto no canto direito - Prass pulou para o outro lado - e abriu o placar, aos 36. Diego Souza teve a chance do troco instantâneo após cobrança de falta lateral de Juninho. O meia subiu na risca da pequena área, mas não cabeceou com firmeza e a bola saiu à direita da trave.

O Fluminense ampliou aos 42. Deco observou o posicionamento equivocado de Fernando Prass e chutou de longe. O camisa 1 vascaíno tentou voltar, mas era tarde demais, e a bola entrou no canto direito.

- Percebi que ele saiu pensando que eu iria cruzar no segundo pau. Tentei chutar e dei sorte - disse Deco, no intervalo.

O segundo gol desnorteou o Vasco. Na jogada seguinte, Rodolfo errou primariamente um domínio, Thiago Neves o desarmou e entrou livre. Porém, a finalização rasteira foi para fora.

Dedé vira centroavante; Flu amplia

A desvantagem parcial obrigou o time cruz-maltino a lançar-se ao ataque na etapa final. Wiliam Barbio prosseguiu como a melhor opção. Mas foi pouco para incomodar. O Fluminense soube administrar e armou um belo contra-ataque aos 11. A bola foi de pé em pé até Thiago Neves passar para Fred finalizar rasteiro e marcar: 3 a 0.

Foi a senha para a torcida do Fluminense puxar o coro de “vice de novo”, que pontuou a rivalidade do Vasco com o Flamengo nos últimos anos. Em meio à festa, Diguinho quase fez o quarto em chute forte, à esquerda da trave.

Dedé largou a defesa e passou a jogar como centroavante. Diante de tanta desorganização, o time tricolor insistiu nos contragolpes. Wellington Nem entrou livre, mas tentou driblar Prass e se enrolou. O Vasco teve chance de diminuir o prejuízo. Juninho chutou forte e Cavalieri espalmou no canto esquerdo. Depois, Leandro Euzébio salvou um cruzamento perigoso de Thiago Feltri.

Os tricolores não se preocuparam e começaram a gritar "é campeão" aos 35 minutos do segundo tempo. Mas Eduardo Costa tratou de esfriar o grito. Ele cabeceou com força aos 38 e diminuiu.

No lance seguinte, Dedé quase deu dramaticidade ao jogo. Ele subiu e cabeceou na trave direita. A pressão final prosseguiu, mas àquela altura boa parte dos vascaínos que foram ao estádio tinha ido embora. Kim chutou rasteiro para fora aos 40. Logo depois, Diego Cavalieri fez duas defesas espetaculares em chutes de Diego Souza e Alecsandro dentro da pequena área. Depois, a pressão esfriou, e a torcida esperou o apito final para comemorar.
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Apesar do gol, Love entra para a lista dos craques infernizados por Dedé.

Neymar, Lucas, D´Alessandro e agora Vagner Love. O que todos esses jogadores têm em comum, além de serem atletas de destaque e que buscam o gol a todo momento? Todos eles foram parados por Dedé, o zagueiro que virou ídolo e passou a ser chamado de Mito pela torcida do Vasco.
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Mano Menezes libera Dedé para jogar a decisão da Taça Guanabara.

Dedé vasco comemoração (Foto: Ivo Gonzalez / O Globo)

A torcida do Vasco ganhou uma boa notícia na tarde desta quinta-feira. O técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, liberou o zagueiro Dedé para jogar a final da Taça Guanabara, que será disputada no próximo domingo, às 16h, contra Fluminense ou Botafogo. Os dois clubes decidem a vaga ainda nesta noite, no Engenhão.

Com isso, Dedé viajará depois do jogo direto para a Suiça, aonde se apresenta na cidade de St. Gallen e se junta aos outros jogadores da Seleção Brasileira para o amistoso contra Bósnia. Perguntado sobre Lucas, do São Paulo, que tem o clássico diante do Palmeiras no mesmo dia, Rodrigo Paiva, diretor de Comunicação da CBF, disse que a situação do meia tricolor é bem diferente, pois ele não participará de uma final.

Brasil e Bósnia se enfrentam na terça-feira, em St. Gallen, às 16h (de Brasília). Segundo o site da CBF, o restante da delegação com jogadores e integrantes da comissão técnica que moram no Brasil viaja para a Suiça no sábado, dia 25 de fevereiro, dividida em dois grupos.

Os jogadores que atuam na Europa participam das partidas de domingo pelos seus clubes e se apresentam na segunda-feira em St. Gallen. A Seleção Brasileira treinará na segunda-feira, 27 de fevereiro, na AFG Arena.
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Gol perdido por Deivid frustra Fla e é ironizado nas redes por vascaínos.




Léo Moura não podia acreditar no que havia acontecido. Joel Santana, também não. Muito menos a torcida do Flamengo. Depois de uma jogada perfeita do lateral-direito, Deivid, a um passo do gol, chutou a bola na trave aos 35 do primeiro tempo. Era o lance que deixaria o Rubro-Negro à frente no placar e poderia mudar a história do clássico. Mas o camisa 9 perdeu. No segundo tempo, o Vasco virou para 2 a 1 e encerrou um jejum de quase três anos sem vitórias sobre o rival, com direito à vaga na final da Taça Guanabara.

- Foi o gol mais perdido da minha vida - lamentou Deivid, ao deixar o campo para o intervalo da partida.


No Engenhão, ouvia-se um misto de gargalhadas da torcida do Vasco, que, na saída de Deivid no segundo tempo, o aplaudiu, com uma sensação de frustração dos rubro-negros. No banco de reservas, o clima era de perplexidade. Joel Santana contou que já havia virado para comemorar com os jogadores quandoestranhou o som que veio das arquibancadas.

- Só quem está dentro de campo sabe o que acontece. Uma coisa tão simples, ele foi na bola com simplicidade. Eu não vi o lance direito, quando vi a jogada do Léo virei para o outro lado para comemorar. Eu não sei explicar, é inacreditável. O jogador que tem que explicar - disse Joel.
Batido no lance, goleiro Fernando Prass nem olha mais para o lance. Livre, a dois passos da rede, Deivid perde, segundo ele próprio, o gol mais feito de sua carreira .

Companheiro de ataque de Deivid, Vagner Love acredita que o jogador abusou da confiança na jogada.

- Acho que ele chegou muito confiante no lance. Já estava querendo comemorar o gol. Infelizmente, acontece, e aconteceu com ele - afirmou o camisa 99.

Já Renato lamentou a perda do gol, mas lembrou que o momento é de apoiar o atacante.

- Acho que o Deivid é bem capacitado, acontece. Jogador que está na frente o tempo todo, vai estar diante ao gol o tempo todo, uma hora vai errar. Aconteceu, não foi porque ele quis. Houve vários jogos de outros times que erraram gols piores que esses. Agora é a hora de dar força - concluiu.

Willians seguiu a mesma linha do volante.

- Ele perdeu o gol, mas já fez muitos outros. Deivid tem nossa confiança. O importante é ter tranquilidade neste momento - finalizou.

Quem ficou feliz com o lance inacreditável de Deivid foi a torcida do Vasco. Provocaçõescomo “urubu cego do Flamengo” e “burro” lotaram as redes sociais. Na imprensa estrangeira, o erro também teve repercussão. Jornais portugueses e espanhóis chamaram o lance de “falha incrível”.

- Na Quarta-Feira de Cinzas, Deivid pregou uma partida de mau gosto aos milhares de adeptos do Flamengo - escreveu o jornal português “A Bola”.

No elenco do Vasco, porém, as ironias ficaram longe do repertório ao fim da partida. Alecsandro creditou o erro à falta de sorte do atacante.

- Foi um lance de jogo normal e um gol perdido, mas o Deivid merece respeito por tudo o que já fez e o que conquistou no futebol. O que eu diria para defendê-lo é que ele caprichou demais para fazer o gol e foi traído pela trave. Levou azar - disse o camisa 9.

Cristóvão Borges também comentou a jogada.

- Quando a bola veio, achei que seria gol e nem olhei. Depois, não entendi nada. Foi um lance importante do jogo e uma infelicidade do Deivid - afirmou.

O resultado desta quarta-feira deixou o Flamengo fora da final da Taça Guanabara. Botafogo e Fluminense duelam nesta quinta para definir quem enfrentará o Vasco na decisão de domingo, às 16h. Já o Rubro-Negro voltará a campo somente no dia 1°, às 22h, contra o Boavista, na estreia na Taça Rio.
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Prass x Felipe: táticas e resultados bem diferentes em pênaltis.

 

Nesta quarta-feira, a vantagem do empate parece ser do Flamengo diante do Vasco. Afinal, se a semifinal da Taça Guanabara for para a disputa de pênaltis no Engenhão, a tarefa de evitá-los estará nas mãos de dois goleiros com aproveitamentos muito diferentes. O rubro-negro Felipe defende em média um a cada três pênaltis. Já o cruz-maltino Fernando Prass consegue pegar um a cada dez.

A principal explicação para os números não está na elasticidade dos goleiros ou na sorte em escolher o canto certo. É mais simples do que isso. Felipe acredita que a maioria dos batedores tem a tendência a dar um chute paralelo - para usar uma terminologia do tênis. Ou seja, os destros vão chutar no canto direito, do seu ponto de vista, e os canhotos vão mirar o canto esquerdo. Já Prass parece esperar um chute cruzado: os destros batem no canto esquerdo, e os canhotos, no canto direito.

A julgar pelos números, a estratégia de Felipe é mais acertada. Desde que chegou ao Flamengo, em 2011, ele já ficou 20 vezes frente a frente com um batedor de pênalti. Levou oito gols, fez sete defesas e viu cinco bolas irem para fora. Fernando Prass, que está no Vasco desde 2009, encarou 30 cobranças: 25 terminaram em gol, três foram defendidas, uma bateu no travessão e uma foi para fora.

Felipe e Prass adotam discursos parecidos quando perguntados se defender pênalti é um quesito que pode ser aprimorado.

- Pênalti não se treina. Tem que ter confiança, sorte e acertar o canto que o batedor escolher - já afirmou o rubro-negro, de 1,91m de altura.

- Tem que treinar impulsão, agilidade, explosão. Treinar o pênalti em si não é tão necessário - argumentou uma vez o vascaíno, que tem a mesma altura de Felipe.

Os discursos são semelhantes, mas as posturas na hora H são diferentes. E não se trata apenas da escolha do canto. Fernando Prass dá impressão de ficar inquieto. Movimenta os braços sem sair do lugar e, ao escolher um canto, muitas vezes pula sem tanta impulsão, como se acreditasse na chance de um chute no meio do gol. Já Felipe parece um robô. Fica imóvel enquanto o jogador corre em direção à bola e, no tempo certo, dá um passo à frente - sem tirar um dos pés da linha - e toma impulso em direção ao canto. É um movimento repetitivo.

Felipe tem um detalhe a mais: gosta de deixar um terço dentro do gol e beijá-lo a cada cobrança.

- O brasileiro tem superstição, cara. Nós temos esta mística. Se ele se sente bem, por que vai mudar? Vai dar chance para o azar? Deixa ele. Tem gente que entra sempre com o pé direito, outros com o esquerdo... - avaliou o técnico Joel Santana após o treino desta terça-feira.

O retrospecto recente do clássico entre Vasco e Flamengo tem sido marcado por pênaltis - ou pela ausência deles. Nos dois jogos pelo último Brasileirão, os vascaínos reclamaram muito do árbitro Péricles Bassols por não marcar faltas em Bernardo e Diego Souza dentro da área. Na final da Taça Rio, também em 2011, o time rubro-negro sagrou-se campeão carioca depois que três cruz-maltinos chutaram para fora nas cobranças alternadas. Em 2010, duas partidas tiveram vitória do Fla com gol de pênalti - Adriano em uma, Vagner Love em outra.


Em São Januário, os jogadores garantem que não se assustam com a possibilidade de uma nova disputa por pênaltis.

- Sinceramente, ninguém pensou em pênaltis aqui. Estamos preparados, principalmente mentalmente para isso, mas o jogo é longo. Vamos ver o que acontece. Fernando é um grande goleiro, tem experiência e pode mudar essa história - afirmou Eduardo Costa.

A história, por enquanto, é favorável ao Flamengo - e especificamente a Felipe, cujo bom desempenho é superior ao do antecessor. Bruno, atualmente detido em Minas Gerais, fez 17 defesas em 65 cobranças - uma a cada quatro, em média - ao longo de cinco anos na Gávea. Felipe conseguiu melhorar esse índice. Com ele, o medo diante do pênalti é do batedor.
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Vasco negocia com meio-campo experiente para fechar ciclo .

Com a chegada de Carlos Tenorio, o Vasco concentra seus esforços na contratação de um jogador que fecharia o ciclo de novidadades, pelos menos para as competições do primeiro semestre. O alvo é um jogador de meio-campo, possivelmente que também atue como lateral, mas que tem a experiência como uma das principais características. Segundo o vice de futebol do clube, José Hamilton Mandarino, essa qualidade vem permeando as escolhas por reforços na temporada 2012.
- Há um outro nome que temos trabalhado dentro do nosso pensamento que completaria o grupo nesse momento. É um jogador experiente. As nossas contratações foram em cima de jogadores assim. O Thiago Feltri tem grande experiência, Rodolfo e Tenorio têm experiência internacional. Nosso pensamento é que estamos fortalecendo o grupo para encarar uma competição de alta dificuldade. Creio que iremos não apenas para a Libertadores, mas para a temporada com força muito maior do que tivemos em 2011 - explicou o dirigente.
Richarlyson, do Atlético-MG, foi apontado como uma das possibilidades para reforçar o Vasco. Além da polivalência e da experiência de ter disputado a Libertadores, é irmão do atacante Alecsandro. O argentino Jesús Dátolo, do Espanyol, foi oferecido, mas descartado por comissão técnica e membros da diretoria.
Até o momento o Vasco contratou quatro jogadores para a temporada de 2012. Além de Tenorio, Rodolfo e Thiago Feltri, o argentino Matías Abelairas, ex-River Plate, chegou ao clube.
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